O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Saudade

Rodolfo Pamplona Filho





Parece doença...
Parece tristeza...
Parece dor no peito...
Parece desespero...
Parece depressão,
mas é só saudade...

Gramado, 18 de outubro de 2012.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Soneto da Musa Passante

Rodolfo Pamplona Filho



Você é, para mim, "a mulher que passa"...
Surge em minha vida como um perfume que inebria...
Desperta meu encanto como uma palavra lapidada
Encanta o meu desejo como um sonho que se realiza...

Deixe eu amar como se fosse a primeira vez,
mesmo que isso soe como um clichê,
pois quero deixá-la plena, da alma à tez,
descobrindo o prazer em você...

A musa é muito mais que inspiração...
É, da alma, a mais pura renovação,
que impulsiona o poeta a novos desafios

A musa é conforto e calor,
paixão incandescente e amor,
que preenche o que estava vazio.

Salvador, 09 de agosto de 2011.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Humor

Rodolfo Pamplona Filho



A vida sem humor 
não tem graça...
Literalmente...
É um critério perfeito
para escolher amigos:
Quem nao sabe rir de si
não merece rir de nós!

Brasília, 14 de março de 2013.

domingo, 27 de setembro de 2015

Chorando só...

Rodolfo Pamplona Filho






Você não tem ideia de como me sinto...
Eu gostaria de ouvir você
descrevendo o que estou sentindo...
Vivendo o meu ritmo...
Exausto...
Sem ar...
Sufocado...
Impotente...
Incapaz
de dar conta de tudo...
Incompreendido...
Mas não é fácil...
Só o exercício
de se colocar
no lugar do outro
é que permite conhecer
a dor de ser
quem se é...


Salvador, 23 de setembro de 2015

sábado, 26 de setembro de 2015

Água no Chopp

Rodolfo Pamplona Filho




Respeito é bom!
E todo mundo gosta!
Por isto, o som
da devida resposta
a quem não acreditava
na força da garra
e dos brios da raça
de quem entrega a taça
a quem, por mérito, foi campeão...
mas que jamais terá a vibração
da maior torcida do mundo,
que não tem medo de ir fundo
na esperança de lutar sempre
e nunca desistir de ir em frente!
Assim, sem desejar mal,
na disputa da verdadeira final,
não há sangue ou suor,
nem nada que nos poupe
da missão de ser melhor
e colocar água no chopp!


Salvador, 01 de dezembro de 2013, pensando no Mineirão...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Testamento

Rodolfo Pamplona Filho



Como seria bom poder controlar
os rumos da vida depois do meu passar,
em uma extensão pós-morte do querer,
como se houvesse luz após o anoitecer.

Ensinaria tudo que não deu tempo de falar...
Protegeria todos aqueles que aprendi a amar...
Apagaria os rastros dos meus erros no caminho...
Confortaria todos que ficaram sem carinho...

Pediria perdão a quem eu magoei...
Explicaria o que sentia quando chorei...
Mostraria o que é o fracasso e a glória...
Tentaria dar um sentido à minha história...

O registro autêntico da minha vontade
A declaração antecipada (e inútil) da minha saudade
A eternização da vida em um único momento
A força simbólica de meu testamento.

Salvador, 23 de maio de 2010

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Children of the Streets

Rodolfo Pamplona Filho



They were born with no shelter,
Lived day by day!!!
They are the ones who know better
The real meaning of pain...

And when comes the night
And it’s dark the sky
They get ready to fight,
They get ready to die...

There’s no laughter in the city
When you find a child’s body
There’s no joke ‘n’ no pity
In the killer’s hours of glory

So, do you know what it means
To sleep out in the cold?
There’s no trouble that seems
Like your mind losing control.

There’s no smile in their faces
There’s no hope in their lifes
‘cause there’s no more places
Where they can live without lies...

As the sands of time grow old
And surviving turns to be a last chance
You’ll find: history has been already told
By the tears of children of the streets

(1991)
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Flávio Maranhão

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Soneto da Despedida do Apaixonado

Rodolfo Pamplona Filho




Toques delicados e sorrisos leves,
sob a brisa do mar, ao anoitecer,
e os lábios sabem exatamente o que querem
quando o adeus tem que ocorrer

Preste atenção nos meus olhos:
eles brilham feito ouro
pois desejam, como poucos,
o teu amor sem decoro.

É difícil esquecer teu gosto
e ter que aceitar novos beijos
para manter nossos postos....

Meu coração está no abismo
e anuncia, a cada esquina, sem cinismo,
que a direção pode mudar..
Salvador, 29 de outubro de 2010.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Vou morrer...

Rodolfo Pamplona Filho




Vou morrer...
De saudade...
De desejo...
De vontade...
De desespero...
Dor que só um remédio cura:
o amor mais puro
e lindo do universo


Salvador, 16 de setembro de 2013.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fantasia Fugaz

Rodolfo Pamplona Filho




Vôos e Cascatas
Alegrias e decepções
Pássaros ariscos
Raízes de ilusões
Homem e natureza
Insofismável relação
Paralelas que se encontram
No infinito da razão

Crepúsculo, céu em chamas
São doces sonhos, fantasias
As mudanças de lágrimas para risos
Têm a complexidade de da noite para o dia
... da noite para o dia

Vida, margens duma porção,
Um todo preenchendo metade,
O ciclo da dualidade!
Natural e urbano
Distinguem-se na feição,
Mas são frágeis correntes entrelaçadas
numa mesma...
... canção!

Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Jorge Pigeard
(1989)

domingo, 20 de setembro de 2015

Planejamento Sucessório

Rodolfo Pamplona Filho





Quando, um dia, terminar
a minha jornada terrena,
quero apenas encontrar
a paz em minha pequena

estrada de férteis encontros,
alguns triunfos e acertos,
mas também de desencontros,
reencontros, derrotas e apertos...



Não quero que os que deixo
disputem os poucos bens
que, com muita luta, conquistei,

mas, sim, que encontrem o eixo
da concórdia e harmonia,
não chorando de barriga vazia,

nem tendo a amarga sensação
de desamparo e solidão,
sabendo que eu tive o cuidado
de deixar tudo organizado,

na consciência de minha finitude,
fazendo tudo que eu pude
para, seguindo minha verdade,
distribuir segundo a necessidade

e justiça de uma partilha em vida
de um patrimônio que perece e rui
pois o que é realmente importante

é herdar o orgulho e a saudade doída
somente de quem, em essência, fui,
não do que eu tive na estante.


Salvador, 08 de dezembro de 2013, tendo dobrar um soneto...

sábado, 19 de setembro de 2015

Filosofando em Alemão

Rodolfo Pamplona Filho





Nós somente podemos filosofar em alemão.
Quem disse que "sol" é masculino?
Quem disse que "lua" é feminino?
Por que nós identificamos a natureza?
Por que nós damos à natureza um determinado gênero?
O Sol, El Sol, Le Soleil, Il Sole ...
A Lua, La Luna, La Lune, La Luna ...
Se for para atribuir gênero, quem dá vida é sol e a lua é o guardião ...

Salvador, 09 de setembro de 2011.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Diagnóstico: Rotina

Rodolfo Pamplona Filho





A rotina é inevitável 
para qualquer pessoa, 
mas adorá-la e desejá-la 
rígida, imutável, chata...
soa patológico...

O que mata uma paixão 
não é o fim do amor,
mas a falta de vibração 
e de ânimo de quem
se busca amar...

A falta de vontade 
de dançar, de beijar, 
de fazer, de tudo, 
um pouco, vivendo
pequenas loucuras...

A falta de encantamento 
com a música, a cor e a poesia...
Vira falta de tesão 
e de calor na alma,
na cama e no drama...

Salvador, 09 de janeiro de 2013.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Soneto da Sintonia Infalível

Rodolfo Pamplona Filho





Ainda que divididos pelo Atlântico
e por fusos horários incompatíveis,
o que um sente de um lado,
o outro automaticamente responde.

Se um levanta assustado,
encontrará o outro conectado,
como se a energia gerada
fosse automaticamente repassada.

É realmente impressionante,
como tudo surge em um instante,
permitindo a imediata compreensão

pois o que, para muitos, é acaso,
para mim, é o mais evidente traço
de uma sintonia infalível de paixão.

Pamplona/Espanha, 03 de outubro de 2012.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Duplo Soneto Ao Melhor Amigo

Rodolfo Pamplona Filho




Perdoe-me se eu nunca disse antes,
mas eu te amo muito, meu amigo:
nada na minha vida é relevante,
se eu não puder contar contigo.

Acordei assustado de madrugada,
pois sonhei que tinhas ido embora,
Por isso, corri para, em palavras,
registrar o que senti agora:

se, por acaso, eu me for
antes da tua partida,
guardas bem esta despedida

pois significa o fim do torpor,
que aprisionava meu sentimento
para fazer este testamento:

na vida, fui, de tudo, um pouco:
sucesso e fracasso, médico e louco,
gozo e cansaço, perda e laço,
lágrima e amasso, soco e abraço.

Mas nada valeu mais a pena
do que descobrir a pequena
jóia que dois homens de verdade
podem fazer para a eternidade

saber que não importa a distância,
nem o choro incontido de criança,
ou o inevitável decurso do tempo,

O mundo jamais verá algo mais puro
do que a amizade que rompe muros
e dura mais do que o sopro do vento.
Buenos Aires, 21 de junho de 2011, 4:30 am.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mergulhando com Tubarões

Rodolfo Pamplona Filho



Ao enfrentar o mar bravio,
para encarar o desafio
de mergulhar com tubarões,
pergunto-me as razões
de fazer tudo isto!
Talvez seja um feitiço
ou mesmo uma loucura
buscar uma aventura
de pura adrenalina...



É que a vida ensina
que teoricamente bem faz
quem, em casa, fica em paz
e definitivamente não se arrisca,
nem tem a menor pista
do que é o medo superar.
É hora de prender o ar,
pois o barco parou
e, ato contínuo, vêm o temor
e a palpável tensão,
ao controlar a respiração,
para, nas águas, mergulhar
e ver o fundo do mar...



O momento chegou
e, com ele, o terror
de observar, sem zelo,
o seu pior pesadelo:
o grande tubarão branco!
Encosto-me no canto
da grade de proteção,
tentando controlar a emoção
e até mesmo uma dor no peito,
que não tem qualquer efeito
para frear o meu intento
de viver aquele momento!
O suspense é paralisante,
pois, a qualquer instante,
pode o monstro surgir de repente
e o faz, bem visível à sua frente,
chocando-se com o ferro,
em segundos que duram um século,
abocanhando a isca lançada,
como se toda força fosse nada,
para logo seguir adiante,
mas, para sempre, continuar pulsante
na memória de quem esqueceu o frio,
só para preencher o vazio
com a sensação de que é cativo:
a emoção de estar vivo!



Gansbaai, 14 de setembro de 2015 (complementada em Joanesburgo, 17 de setembro de 2015). 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Desbravando o mar

Rodolfo Pamplona Filho



As ondas quebram,
espalhando-se abundantes
por todos os lados.
O barco balança
como um brinquedo
nas mãos de uma criança.
Em nada ajuda
saber que o mar é sepultura
de infindáveis criaturas.
Parece inevitável
sentir o gosto
da água salgada.
O enjôo vem
e se busca o controle
para não desabar.
O medo se mistura
com a maresia
em um sentimento único.
O tempo passa
e a esperança de pisar terra firme
é a bússola a orientar.
Até que vem a calmaria
e a paz volta a reinar
depois do desbravar do mar.

Gansbaai, 14 de setembro de 2015 (complementada em Joanesburgo, 17 de setembro de 2015, e finalizada em pleno vôo para São Paulo, 18 de setembro de 2015).

domingo, 13 de setembro de 2015

Sempre tem alguém para reclamar

Rodolfo Pamplona Filho





Se não tem espelho no banheiro,
reclama da ausência;
Se tem, do modelo, tamanho ou qualidade;
Se sorteiam brindes,
reclama que nunca é vencedor:
Se recebe, acha mixaria;
Se uma medida é tomada, para evitar danos,
reclama de ter de abrir mão;
Se a medida não é tomada e o dano ocorre,
reclama por qual motivo não fizeram nada...
Se o líder contrata, é perdulário;
Se não, é omisso;
Se alguém cumprimenta alegre, é gaiato;
Se alguém cumprimenta triste, é mal-amado;
Se não cumprimenta, é boçal.
Se alguma coisa está boa,
alguém tem de achar algum mal.

No vôo de Joanesburgo para São Paulo, 18 de setembro de 2015.

sábado, 12 de setembro de 2015

Tem, mas acabou

Rodolfo Pamplona Filho




Ter, tem, mas acabou
Ter, tem, mas ainda não chegou
Ter, tem, mas ainda está com o fornecedor
Ter, tem, mas está em falta
Ter, tem,

São Paulo, 18 de setembro de 2015.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Por que servir?

Rodolfo Pamplona Filho





Quem quer realmente servir
não deve tentar justificar
por causa do que faz ou foi feito,
mas pelo que essencialmente é!

Quando a verdade vira slogan,
perde-se o sentido da mensagem,
pois dedicação não é palavra vã
e, sim, entregar-se totalmente

não para ídolos reverenciar,
nem mostrar gratidão ou retribuição,
mas, de forma convincente,

buscar modelo e exemplo,
encontrando no próprio espelho
Santidade, Zelo e Fidelidade

Salvador, 20 de setembro de 2015.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Vino et Veritas

Rodolfo Pamplona Filho





In vino, veritas
In veritas... Vino!
Life's too short
to drink bad wine...
A vida é muito curta
para tomar um vinho qualquer...


Stellenbosch, 12 de setembro de 2015.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sentir-se Fraude

Rodolfo Pamplona Filho





Às vezes, ás...
Às vezes, asno...
Saber que sabe mais
do que a média
não é garantia
de saber alguma coisa...
pois, por mais que se saiba,
todo conhecimento
será sempre limitado,
enquanto não há
limite para a ignorância...

Capetown, 08 de setembro de 2015.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Enarmonia

Rodolfo Pamplona Filho

















Notas com nomes diferentes
para o mesmo som...
Dó sustenido e ré bemol
somente são a mesma nota
em um sistema temperado
que convenciona e uniformiza
para facilitar a compreensão...
E é preciso investir e acreditar
que realmente é possível
falar a mesma língua!
Quando a sintonia falta,
no diálogo que não se completa,
chama-se o feito à ordem
para reabrir os canais de comunicação...
Um, dois, três, testando...


Capetown, 10 de setembro de 2015.

domingo, 6 de setembro de 2015

Desculpas

Rodolfo Pamplona Filho




Por que é tão difícil dizer
que simplesmente errou
e que não cumpriu o dever?
Diga a alguém
que não está no horário
e ouvirá:



"O ônibus atrasou"
"A senha não funcionou"
"O sistema caiu"
"O pneu furou"
"Um parente morreu"
"Estava doente"
"Estão me perseguindo"
em vez do teoricamente esperado:
"Sim, você está certo.
Peço desculpas.
Assumo as consequências.
Esforçar-me-ei para não falhar novamente..."
Mas ninguém tem culpa...
Ninguém assume a culpa por nada...
Só há... Desculpas.


Capetown, 11 de setembro de 2015.

sábado, 5 de setembro de 2015

Sapiossexualidade

Rodolfo Pamplona Filho




Paixão não negada
Atração sexual
Libido estimulada
pela admiração intelectual
Tesão incontrolável
pela bagagem cultural
Vontade insaciável
de aprendizado pessoal
Desejo filosófico
pela visão de vida
de quem lhe inspira.
Descobrir eufórico
que, em essência,
afrodisíaco é a Inteligência.


Capetown, 15 de setembro de 2015.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Possibilidades

Rodolfo Pamplona Filho



Não se aborreça com o que podia ter ocorrido.
Não se aborreça com o que pode acontecer.
Não se aborreça com o que não aconteceu.
Não se aborreça com nada.
Não se aborreça.


Stellenbosch, 12 de setembro de 2015.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Barnabé

Rodolfo Pamplona Filho




Poucas missões
são tão enriquecedoras
quanto servir
à comunidade!
Orientar,
esclarecer,
o caminho mostrar,
não deixar se perder...
Acreditar que 
está a contribuir
para o bem da coletividade,
pois realmente assim está!
E nunca cair em tentação
da corrupção,
da falta de motivação,
da anestesia,
da letargia,
da reclamação por qualquer razão,
da desonra da mais nobre função:
Servir, não servir-se!


Capetown, 11 de setembro de 2015.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Promessas

Rodolfo Pamplona Filho





Promessas não são certeza,
mas possibilidades...
Jurar pela saúde de alguém
é comprometer-se de forma séria,
muitas vezes publicamente,
mas não garante a conduta,
nem muito menos o resultado.
No acerto de contas,
todo pacta sunt servanda
é, potencialmente,
rebus sic stantibus...

 
Áquila Safari, 09 de setembro de 2015.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Nenhum corpo é como o seu

Rodolfo Pamplona Filho




Nele, me espalho,
como a explorar
um território encantado
e inebriante...
Nele, me encaixo,
como se moldado
para uma sintonia exclusiva
e reconfortante...
Nele, procuro
cada forma de excitação,para sentir o arrepio
da troca de experiências.
Nele, coloco
minha língua,
meu desejo,
minha essência.
Nele, exercito
cada parte de meu ser,
esgotando cada líquido
e entregando o que sou...
Nele, descanso
sem medo do mundo lá fora,
pois o amanhã pertence
a quem descobriu o seu amor.



Capetown, 10 de setembro de 2015.