O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

sábado, 13 de dezembro de 2014

Minha Marina


Minha Marina

Rodolfo Pamplona Filho

Minha Marina
não é morena,
nem sequer se pintou...

Minha Marina
faz de tudo,
inclusive um favor...

Pode pintar o rosto
e o sete, com gosto,
como tudo que é seu..

Marina, você já é linda
e será sempre linda
com o que Deus deu...

Com você, nunca me aborreci,
nem me zanguei...
Isso, eu posso falar...

pois quando eu chamo Marina,
só sei me alegrar...

Eu já passei por tanta coisa...
Você nem sabe o que é chorar...
Desculpe, Marina minha,
mas nunca deixarei de amar...

Praia do Forte, 04 de julho de 2011.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Soneto do Filho que ficou em casa...


Soneto do Filho que ficou em casa...

Rodolfo Pamplona Filho
Olhe para seu próprio umbigo,
sujeito que se acha o bom filho,
perdendo a capacidade de sentir
a empatia que permite e faz sorrir...

Ser o primeiro não é maturidade,
esquecendo o dom da generosidade,
sentindo-se um escravo ao fazer
aquilo que é apenas seu dever...

contabilizando-se os perdões
 e os favores dos corações,
quando a mesquinhez não mais sai,

não se permitindo celebrar
o que só existe para comemorar,
que é o retorno à casa do pai.

Salvador, 27 de janeiro de 2013.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Diagnóstico: Rotina


Diagnóstico: Rotina

Rodolfo Pamplona Filho
A rotina é inevitável
para qualquer pessoa,
mas adorá-la e desejá-la
rígida, imutável, chata...
soa patológico...

O que mata uma paixão
não é o fim do amor,
mas a falta de vibração
e de ânimo de quem
se busca amar...

A falta de vontade
de dançar, de beijar,
de fazer, de tudo,
um pouco, vivendo
pequenas loucuras...

A falta de encantamento
com a música, a cor e a poesia...
Vira falta de tesão
e de calor na alma,
na cama e no drama...

Salvador, 09 de janeiro de 2013.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

“5 Minutos”


“5 Minutos”
Discurso de Paraninfia dos Formandos Maurício de Nassau 2012.2

O que se faz em 5 minutos?
Para quem espera, parecem muitos...
Para quem fala, parece nada,
pois toda oportunidade é joia rara
para poder passar uma mensagem
a quem se propõe a uma viagem
de conhecimento da vida profissional.

E, por isso, não me levem a mal
se eu, cumprindo o esquema,
resolver fazer um poema
sobre o que se fazer
quando se tem que escolher
cada palavra ou sentimento
para cumprir rigorosamente o tempo.

Usarei, no máximo, 5 minutos, de verdade,
para, agradecido, falar nesta solenidade
e, para não ser chato ou cansativo,
serei extremamente objetivo.

Fui honrosamente homenageado
com o convite que me foi dado
de ser Paraninfo, com louvor,
de uma turma de que não fui professor.

Em 5 minutos, tudo é possível,
desde que, com disciplina incrível,
consiga-se condensar
tudo que se quer manifestar.

Em 5 minutos, cozinha-se um ovo,
descobre-se algo novo,
prepara-se o macarrão
ou perde-se a condução.

Em 5 minutos, pode-se fazer diferença,
independentemente de qualquer crença,
pois tudo pode acontecer
quando se dedica para valer...

Em 5 minutos, poder virar um jogo,
pode-se salvar alguém do fogo,
pode ser o momento da despedida
ou ser tudo que resta da vida.

Em 5 minutos, apaixona-se à primeira vista,
desenvolve-se a arte da conquista,
clama-se a Deus com todo o coração
ou, em um debate, perde-se a razão.

Por 5 minutos, atrasa-se para uma entrevista,
apaga-se, na perícia, uma pista,
dá para passar um bife no alho
ou tomar revelia na Justiça do Trabalho.

5 minutos é mais do que suficiente
para quem decide ser diferente,
para dar um beijo em seu filho no começo do dia
ou ver um sorriso que ilumina uma alma vazia.

Em 5 minutos, arrumo-me para um compromisso
- claro que, para as mulheres – não se aplica isto! –
escrevo um soneto, ouço uma canção,
vejo algo no youtube ou faço uma oração.

Em 5 minutos, tira-se uma rápida soneca,
devolve-se um livro na biblioteca,
desiste-se de uma prova,
cava-se a própria cova.

Em 5 minutos, mesmo sendo um instante,
cochila-se em uma aula maçante,
confere-se um gabarito,
vai-se do sussurro ao grito...

Em menos de 5 minutos, fiz este discurso
e vocês coroaram o seu curso.
Em menos de 5 minutos, pronunciei-me para celebrar sua vitória
e vocês passaram a fazer parte da minha história.



Escrito e Declamado em 02 de fevereiro de 2013,
no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador/BA.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Teorias


Teorias

Rodolfo Pamplona Filho
Teorias são,
na verdade,
uma simplificação
da realidade


Salvador, 15 de janeiro de 2013.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Menarca


Menarca

Rodolfo Pamplona Filho
Venha ver!
O que?
O lindo nascer
de um novo viver
do desabrochar
do botão em flor
que já pode gerar
o seu próprio amor...
E que ninguém nos ouça,
mas, agora, a menina é
um plena e linda moça
e, em breve, será mulher...

Salvador, 22 de janeiro de 2013.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Soneto para Frida




Soneto para Frida

Rodolfo Pamplona Filho
Uma pequena criatura, de olhar esbugalhado,
correndo desesperada, com um jeito alucinado,
e que, quando está parada, fica em pose de zagueira,
aguardando sua bolinha, pronta para a brincadeira.

É a companhia que, a todos, conquista,
pois jamais haverá tempo feio,
stress ou cansaço que resista
à alegria que ilumina qualquer meio,

já que, definitivamente, nos encantou,
com seu estilo meio bossa e rock 'n' roll,
que mostra o quanto se pode ser querida,

ensinando que sempre se pode correr atrás,
na busca de constantemente viver mais,
no exemplo lindo e definitivo de Frida.

Salvador, 30 de dezembro de 2012.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Eu me divirto com minhas próprias loucuras


Eu me divirto com minhas próprias loucuras

Rodolfo Pamplona Filho
O nome da minha autobiografia
O meu estilo de vida
A minha profissão de fé
O que sou e o que me tornei
A minha perfeita definição
A minha genuína tradução
O meu verdadeiro eu
O que se define como meu
Eu me divirto com
minhas próprias loucuras...

Salvador, 15 de janeiro de 2013.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O segredo

O segredo

Rodolfo Pamplona Filho
O segredo da felicidade é
não esperar nada da vida.


Salvador, 10 de outubro de 2013, entristecido com a própria vida...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Pafúncio Salustiano Nepomuceno

Pafúncio Salustiano Nepomuceno

Rodolfo Pamplona Filho
Pafúncio Salustiano,
com este nome,
eu não me engano!
Seria um novo
Professor?
Talvez um redivivo
Confessor?
Astrolábio ou Astromar
Astrogildo ou Ermenegildo
Pouco importa
sequer o conteúdo,
pois o verdadeiro absurdo
é se chamar pelo nome pequeno
Pafúncio Salustiano Nepomuceno.


Guayaquil, 05 de octobre de 2013.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A Perda da Inocência


A Perda da Inocência
Rodolfo Pamplona Filho

Hoje, eu acordei...

... e percebi, finalmente, que estava dormindo!

Dormindo não o sono dos justos,

dos exauridos pelo esforço de se manter vivo

e sim o sono dos puros

que, em sua inocência, vivem o sonho

e sonham o real



Hoje, eu acordei...

... e olhei nos olhos do mundo com olhos de autista

(anjos barrocos em poemas simbolistas)

contando um todo e vendo uma parte,

cantando canções pela metade...



Hoje, eu acordei...

... e tenho medo como criança pequena

de se descobrir vivo num mundo de máscaras,

de ter acreditado que viver era bom...



Hoje, eu acordei...

E pena!!!

Acho que nunca mais vou dormir...



(Salvador, 02 de janeiro de 1992)

domingo, 22 de junho de 2014

Melhor que Sexo


Melhor que Sexo

Rodolfo Pamplona Filho
Receber uma massagem,
em especial Shiatsu
ou Reflexologia Podal.
Fazer uma viagem,
conhecendo, passo a passo,
um lugar sensacional.
Levantar e dar a volta por cima.
Dormir sem hora para acordar.
Chupar uma gelada laranja lima,
depois de um gostoso banho de mar...
Ver os filhos sorrirem em alvoroço,
deitar na rede depois do almoço...
Ler um livro empolgante
Ver um filme emocionante. 
Tomar um banho super quente
Experimentar um sabor diferente
Terminar um assunto pendente
Te amar eternamente...

Praia do Forte, 13 de fevereiro de 2013.

sábado, 21 de junho de 2014

Vivendo como Pais e Filhos


Vivendo como Pais e Filhos
Rodolfo Pamplona Filho
O pior gosto que existe
é o do arrependimento
e, por isso, não se deve
apenas ser parte
em uma relação...
É preciso viver a vida,
não só a própria,
mas a dos seus filhos...
Viver a vida deles
como eles viverão a sua
por algum tempo...
pois, daqui a alguns anos,
eles viverão para o mundo...
Na mais pura verdade,
eles já são do mundo...
Só que o mundo deles
agora somos nós...
Mais tarde, tudo se alarga...
Aproveite o hoje
em que o mundo deles
é ainda o seu...
Depois que o mundo se alargar,
seremos apenas mais um
personagem no palco da vida...

Salvador, 23 de fevereiro de 2013.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Graça


Graça
Rodolfo Pamplona Filho
Ela mora na Graça
De tudo, acha graça
Deus a fez cheia de graça
Tristeza para ela? Nem de graça!
A alegria nela sempre grassa!
Adivinhe seu nome?

Praia do Forte, 24 de fevereiro de 2013.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Turbilhão


Turbilhão
Rodolfo Pamplona Filho
O mesmo vento
que sopra em meu rosto
refresca ou resfria,
a depender do gosto...
A corrente que me impele
também pode oprimir
O caminho que se escolhe
vira atalho ou labirinto
A verdade está no furacão
ou na doce brisa?
A verdade está no ar
que se respira...
É preciso reservar tempo
para não ser oprimido por ele...
É vital aprender e saber
que se vive só uma vez
e tudo vai passar...

Salvador, 23 de fevereiro de 2013.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Hipocrisia Útil


Hipocrisia Útil
Rodolfo Pamplona Filho

Na porta do elevador,
ela me diz: - Bom dia!
Eu abaixo os olhos
e digo: - Bom dia!
E a vida continua...

Subimos silenciosos,
cada um para seu andar,
como se momentos embaraçosos
não interferissem no andar
E a vida continua...

E a vida continua...
E a vida...
E...
?

Salvador, 08 de março de 2013.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Rejeitando a Depressão


Rejeitando a Depressão

Rodolfo Pamplona Filho
Há quem acredite que,
através da morte,
pode-se atingir o ápice natural,
verdadeiramente considerando
a humanidade como um fracasso...
Mas nós somos mais...
Nós somos mais que a depressão...
Nós somos mais que a evolução...
Mais que máquinas
que se reproduzem
e/ou se atualizam...
pois há o amor...
O amor que transcende
todos esses processos frios...
como uma reação química
que inspira a procriação,
empurrando a vida para a frente,
rumo a seu destino determinado,
não por um plano inflexível,
previamente traçado,
mas por um caminho que se constrói
com cada passada,
com cada lufada,
com cada novo alvorecer...

Praia do Forte, 26 de março de 2013.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Paralaxe


Rodolfo Pamplona Filho
Enxergar tudo
sob o ponto de vista alheio.
Cada um vê algo
que os demais sequer percebem...
Usar os olhos não dói.
Sentir a dor do outro, sim.

Praia do Forte, 26 de março de 2013.

domingo, 15 de junho de 2014

A Elegância Indiscreta das Meninas Paulistanas


A Elegância Indiscreta das Meninas Paulistanas

Rodolfo Pamplona Filho
Rua Augusta
Alta madrugada
Engarrafamento maior
do que na outra metade do dia
Todos procurando diversão
como se não houvesse opção...
E, no meio do turbilhão,
como um pegajoso refrão,
as meninas paulistanas são
o estribilho da canção...
Moças de formas voluptuosas,
com decotes generosos,
olhares encantadores
e ar sedutor, sem ser vulgar...
Sempre há tempo
para um salão 24 horas
para mais uma dose
para mais um programa...
E sentir o cheiro
de cigarro sem filtro,
de algo para ingerir
ou de um perfume forte
-  nem tão barato assim -
que custa um pedaço de mim...
Rostos jovens e lindos,
em corpos tidos como sarados,
com maquiagem demais
para parecer menos do que são...
Na elegância indiscreta
que Caetano não viu...
Na elegância indiscreta
que Caetano ainda não cantou...

São Paulo, preparando-se para o último dia do Lollapalloza, 31 de março de 2013.

sábado, 14 de junho de 2014

Sentido das Palavras...


Sentido das Palavras...

Rodolfo Pamplona Filho
Só SOS, cego
Só Sossego
Se derrame
Se der, ame

São Paulo, Lollapalloza, 31 de março de 2013.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pensar Grande


Pensar Grande

Rodolfo Pamplona Filho
Não tenha receio de pensar...
Não tenha pudor de pensar grande...
Pensar grande é ótimo
O que é ruim 
é restringir 
a idéia ao pensamento
e se frustrar
por não realizar 
o que não deixa de sonhar...
Não tenha receio de pensar...
Não tenha pudor de pensar grande...
Mas não seja do tipo
que responde sempre:
"Vamos marcar!"
"Façamos uma reunião!"
"Criemos uma comissão!"
Não tenha receio de pensar...
Não tenha pudor de pensar grande...
Mas seja muito mais do que isso:
seja gente que pensa...
... e faz...

São Paulo, 30 de março de 2013.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Reconstruindo-se


Reconstruindo-se

Rodolfo Pamplona Filho
O fim de uma relação
não importa
para o final
de uma canção.
O fim de todo evento,
até mesmo um casamento,
é sempre um marco
que altera a ordem natural,
pelo menos a esperada,
de todas as coisas...
Mas o importante é
se sentir feliz...
E, se sou feliz,
purifica-se minha alma
a cada aurora
ou a cada lembrança
de outrora...
pois é com os tijolos quebrados
que se constrói uma nova casa...

São Paulo, 28 de março de 2013.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Filosofia dos Salmões


Filosofia dos Salmões

Rodolfo Pamplona Filho
Não existem obstáculos
que impeçam a jornada...
O altruísmo está presente
e é longa a temporada...
Exuberante e idílico,
o caminho é a própria vida..
Nadar contra a correnteza
para completar o ciclo
a todo e qualquer custo.
Enfrentar
Sofrimento
Intempéries
Predadores
Para acasalar
onde nasceu
e depois fenecer
sem um medo sequer...
Surgir em um afluente
Rumar ao oceano
e, depois, voltar
e cumprir seus ciclos
Somos círculos
Plotino
Hipátia
Ser salmão ou tartaruga
Não ligar se a luta é dura
e simplesmente só ser...

São Paulo, 28 de março de 2013.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Compatibilidade de Gênios


Compatibilidade de Gênios

Rodolfo Pamplona Filho
Pense em criar
Pense mais que reprodução
Acredite que faz diferença
Acredite em um mundo diferente
Produza tudo que der
Produza como quem respira
Diga em peças o que é sensação
Diga em palavras a poesia da canção
Traduza o significado da dor
Traduza o conceito de amor
Faça o que ninguém entende possível
Faça o que dizem impossível
Torne- se Deus
Torne-se o inicio e o fim
Seja maior do que é
Seja você mesmo 

São Paulo, 30 de março de 2013.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Canções da Natureza


Canções da Natureza

Rodolfo Pamplona Filho
Quero ouvir as canções
que aprendi com a natureza
e descobrir as emoções
despertadas pela beleza

de aprender a transitar
tanto pela natureza humana,
quanto pelo sagrado deslumbrar
da mãe natureza profana

Podemos ter o mesmo vinho
em diferentes garrafas
Podemos ver o mesmo riso
em diferentes faces

Ser geral, sem ser bucólico
Ser animal, sem ser erótico
Para  quem ouvir possa
decodificar com facilidade
Para quem sentir possa
viver cada necessidade
Nada empírico
Nada crítico
Apenas respirar
a mensagem das entrelinhas...
ou também nas entrelinhas?
Deixe o mundo descobrir...

São Paulo, 28 de março de 2013.

domingo, 8 de junho de 2014

Soneto da Jornada de Direito Civil


Soneto da Jornada de Direito Civil

Rodolfo Pamplona Filho
De todos os cantos do Brasil,
juristas da mais alta qualidade
vêm discutir o Direito Civil
com a maior profundidade.

Reunidos em comissões,
apresentam reflexões,
debatem proposições
e tomam decisões

de lançar enunciados
com idéias de inovação
a divulgar para todos os lados

para reconstruir a visão
do Direito aplicável à nação,
realizando a justiça do cidadão.

Brasília, 15 de março de 2013.

sábado, 7 de junho de 2014

Mares do Brasil


Mares do Brasil


Viver é mais que minha toca
- tenha certeza! -
Quero encontrar uma nova rota
com mais beleza
e conhecer os horizontes
de cada praia do Brasil:

Praia do Forte, Floripa
ou Fortaleza
Porto de Galinhas, Trancoso,
ou Olivença
Jericoacara, Paraty,
Pipa, Espelho ou Francês.

Sentir o infinito
azul ou verde
beber água de côco
deitar na rede
Nadar e mergulhar
até ficar sem respirar...

O barco solto,
vento gostoso no rosto,
os cabelos ao vento
ver uma linda sereia
e superar a areia
e qualquer tormenta (que passar)

Sentir a profundidade
e a calmaria na Imensidão...
No mar da tranqüilidade,
nao existe solidão...

Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Luciano Calazans 

Brasília, 12 de março de 2013.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Diáfano


Diáfano

Rodolfo Pamplona Filho
O dia se faz noite
O dito fica pelo não
Ode
Ódio
Onde não sei se fico...
O Diáfano Espaço
O que, sendo compacto,
dá passagem à luz...
Transparente
como a diáfana fresta da porta...
A compleição diáfana
de quem, de frente,
parece estar de lado
e, de lado,
parece ter ido embora...
Diáfano
Dia foi
Dia fácil
Dia fogo
Dia fóssil
Dia faz ano
Dia faz plano
Diáfano ano...

Brasília, 13 de março de 2013.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Humor


Humor

Rodolfo Pamplona Filho
A vida sem humor
não tem graça...
Literalmente...
É um critério perfeito
para escolher amigos:
Quem nao sabe rir de si
não merece rir de nós!

Brasília, 14 de março de 2013.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Musicando a Tristeza


Musicando a Tristeza

Rodolfo Pamplona Filho
Musiquemos a sensação...
A tristeza é inspiração...
O que machuca também ensina
e o sofrimento não precisa
ser uma eterna sina...
Somos movidos  a amor
e - porque não dizer? - a dor...
Somos o Som e a Dor...

Brasília, 14 de março de 2013.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Soneto do Príncipe da Casa


Soneto do Príncipe da Casa

Rodolfo Pamplona Filho

Cada dia que passa,
renovo o intenso amor
que sinto, de graça,
pelo meu pequeno sedutor...

que veio para minha vida
de forma inesperada,
mas que refez minha cantiga
da maneira mais animada

que eu jamais poderia imaginar
que conseguiria alguém amar
tanto como você me mostrou!

Pois você é meu orgulho e herdeiro,
a quem me entrego por inteiro,
meu príncipe encantador!

No vôo de Salvador para São Paulo,
para assistir o show do Pearl Jam,
em 04 de novembro de 2011.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Som e a Dor (O Poema)


O Som e a Dor (O Poema)

Rodolfo Pamplona Filho
Ouço o mar...
E a melodia das ondas
quebrando na praia
renovam uma sensação...
... um sentimento...
de uma ferida que se fechou,
mas que a cicatriz
não se apaga...

Uma dor...
Uma dor de perda...
da mulher que espera
o marido ou o pescador
voltar do trabalho ou do mar,
mas ele não retorna...
do filho que anseia
pelo encontro do pai
que nunca conheceu
e que não o beijará...
da mãe que não dorme
na expectativa da chegada
do rebento que se foi
e que jamais voltará...

Ouço o mar...
E o ritmo do choque
das águas com as pedras
agita o meu coração...
... como um lamento...
de um choro que se calou,
mas cujo som
é impossível esquecer...

Uma dor...
Uma nota quase inaudível
e somente perceptível
pelo ouvido absoluto
de quem já sofreu
e nunca...
nunca deixará de recordar...
O Som
O Mar
A  Dor
O Tom
O Sonhador
O Som e a Dor

O Som e a Dor
descansam
no oceano...

O Som e a Dor...

Aeroporto de Brasília, 10 de março de 2013.

domingo, 1 de junho de 2014

Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo
(Rodolfo Pamplona Filho / André Pugas)
Na infância o tempo flui
No ritmo de lesma
Quando cresço o relógio diz
 Que a hora é sempre a mesma
O que muda é a  percepção
No pulsar de um coração
Cada tempo perdido, desperdiçado
É não ter a vida aproveitado.

O tempo não é cruel
Nem severo nem fatal
O que não volta é sempre
Chance perdida no final

Contar os dias, olhar pro céu
Esperando o sol chegar
É quando cessa a luz, a noite vem
Querendo te mostrar que..

Dê tempo ao tempo...
A cada momento...
Que o tempo reserva
A cada tormento
Dê tempo ao tempo
De seu sofrimento
Pois tudo coopera
Para um novo tempo!



sábado, 31 de maio de 2014

Estupefacto

Estupefacto

Rodolfo Pamplona Filho
Cada vez mais
eu acredito menos
nas coisas que ouço...

Cada vez mais
eu confio menos
nas pessoas que vejo...

Cada vez mais
eu sei menos
do que me dizem ser a verdade...

Cada vez mais
eu entendo menos
o que afirmam ser a realidade.


No Vôo de Salvador para Porto Alegre, 09 de abril de 2013.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Dia em que fui Rejeitado


O Dia em que fui Rejeitado

Rodolfo Pamplona Filho
Hoje dolorosamente chorei
pois finalmente constatei
que meu amor maior
prefere ficar só
do que ter todo dia
a minha companhia...
descobri que
não sou essencial...
que minha presença
não é fundamental...
que estar ao meu lado
pode ser um problema...
e recusar um afago
nem precisa ser dilema...
pois muitas vezes o carinho
é apenas parte do esquema
para sair, de vez, do ninho,
deixar de ser musa de meu poema,
falar que tudo é coisa pequena
e que devo parar de pensar no tema...
até que, tal qual um claro emblema,
conclua que tudo valeu a pena!


Salvador, 14 de abril de 2013, domingo, antes de ir para a igreja....

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Alienação Parental – Além da Lei (o poema)

Alienação Parental – Além da Lei (o poema)

Rodolfo Pamplona Filho
Qual é o sentido de ser deixado só?
Qual é o significado de
virar joguete de quem o criou?
O que faz alguém transformar
o fruto do amor
em uma forma para torturar
alguém a quem já se entregou?
Como imputar tamanha dor
a quem não pediu sequer
para vir ao mundo viver
ou provar o seu sabor?

Quando filhos viram massa,
só se construi um muro de tristeza;
Quando filhos viram moeda,
só se paga o preço do rancor;
Quando filhos viram brinquedos,
só se joga o jogo do ódio;
Quando filhos viram propriedade,
só se é dono do seu próprio veneno...

Morte, tragédia, culpa,
homicídio doloso da inocência
isolamento, depressão,
raiva convertida em manipulação
roubo, furto, perda,
em pungente sede de não,
vítima que é assassina
também de seu próprio eu,
em uma Medéia que ensina
o avesso de amar o seu
para, ao mesmo tempo,
nunca mais ser de ninguém...

Não seja algoz de quem te ama.
Não seja cúmplice da frustração.
A vida vai além da lei e da cama
e o mundo não é só comiseração.
Se relacionamentos terminam,
filhos são para sempre...
Se partir é doloroso,
mais ainda é deixar de ser gente...


Porto Alegre, 12 de abril de 2013.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Wanderlust

Wanderlust

Rodolfo Pamplona Filho
Desejo de viajar
Desbravar lugares insólitos
Conhecer pessoas e culturas
Traçar seu próprio destino.


São Paulo, 25 de junho de 2013.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Cara de Guillermo

Cara de Guillermo

Rodolfo Pamplona Filho
Quando a grosseria
supera qualquer formação;
Quando a descortesia
massacra a educação;
Quando ser "doutor"
não significa sabedoria;
Quando o mau humor
substitui a alegria;
Quando a arrogância
trucida a convivência;
Quando a prepotência
esmaga a elegância;
Seja como Guillermo:
suplante a mediocridade
e encontre o segredo eterno
de ser feliz de verdade.


Guayaquil, 05 de octobre de 2013.

domingo, 11 de maio de 2014

Botões e Flores

Botões e Flores

Rodolfo Pamplona Filho
Há botões que não viram flores,
brotos que não viram ramos
gotas que não fazem chuva
andorinhas que não fazem Verão!
Não chore pelo que não veio,
nem por aquilo que podia ser,
pois só se sente o que se viveu
e somente se sabe o que se sentiu...


Salvador, 14 de agosto de 2013.

sábado, 10 de maio de 2014

Discurso de Saudação ao Empossando Luciano Martinez na ANDT


Discurso de Saudação ao Empossando Luciano Martinez na ANDT

Excelentíssimo Senhor Dr. Paulino César Martins Ribeiro do Couto, DD Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, que recepciona, neste ato, a Academia Nacional de Direito do Trabalho;
Excelentíssimo Senhor Dr. Georgenor de Sousa Franco Filho, DD Presidente da Academia Nacional de Direito do Trabalho e desta sessão; em nome de quem saúdo todos os demais membros da mesa de trabalhos;
Senhores magistrados, acadêmicos, procuradores, advogados, servidores, estudantes, parentes e amigos do empossando;
Minhas Senhoras e meus Senhores

Há alguns dias venho pensando em como proferir este discurso.
Cheguei a pensar em apresentá-lo de improviso, dado o imenso afeto que me liga ao empossando, para que as palavras viessem diretamente do coração, sem o sempre limitador filtro da razão.
Entretanto, o rigor da liturgia acadêmica impõe a apresentação de um texto escrito, que registre, para a posteridade, a importância da solenidade para o sodalício, estabelecendo um marco indelével na história do recipiendário e da própria instituição que o acolhe.
Este rito será aqui fielmente observado, ainda que a emoção possa eventualmente nublar a compreensão e a expressão do orador, tomado pelo sentimento próprio de orgulho que é exercer o múnus de saudar, em sua nova casa, aquele a quem chama de irmão.
Se o maltratado coração deste interlocutor está repleto de júbilo, mais ainda está, com certeza, a Academia Nacional de Direito do Trabalho e a Bahia Jurídica!
Isso porque assume hoje a Cadeira nº 52 da mais importante Congregação de Juslaboralistas do Brasil o Prof. Luciano Dorea Martinez Carreiro.
Sua eleição, em disputadíssima votação em que concorreu com ilustre, competente e prestigiado jurista de São Paulo, foi para a vaga surgida com o infausto falecimento do magistrado Hélio de Miranda Guimarães, segundo ocupante da cadeira, originalmente destinada ao jurista José Serpa de Santa Maria, cujo patrono é o ilustre Hildebrando Bisaglia.
Na condição de saudador do novel acadêmico, cabe-me a honra de apresentar uma análise descritiva do currículo daquele que se recebe, permitindo à audiência uma perspectiva abrangente da trajetória do jurista, cujo nome se inscreve na secular tradição de se destacar os mais representativos elementos das artes, ciências e pensamento da sociedade.
Luciano Dorea Martinez Carreiro, ou apenas LUCIANO MARTINEZ, é baiano de Salvador, Bahia, nascido em 10 de maio de 1972, filho do saudoso Evaristo Martinez Carreiro e da querida Lêda Marlene Dorea Martinez. Possui uma única irmã, cujo nome completo somente difere do seu em uma única letra e é casado, desde 06 de outubro de 2007, com a Dra. Cynthia Martinez.
Viveu a infância e adolescência na Península Itapagipana, Cidade Baixa, tendo realizado, ali, o seu curso primário, na Escola Santo Antonio de Pádua; e o ensino fundamental e médio (1986-1988) no Colégio Estadual João Florêncio Gomes, onde concluiu o curso de Técnico em Contabilidade.
No nível superior, iniciou o curso de Ciências Sociais na UFBA – Universidade Federal da Bahia, mas a vocação pela área jurídica o fez optar unicamente pelo curso de Direito na UCSAL – Universidade Católica de Salvador, onde colou grau em 04 de fevereiro de 1994.
Ingressou no serviço público federal no cargo de auxiliar judiciário, em 01 de julho de 1994. É dessa época o nosso primeiro contato, pois também exercia o mesmo cargo nesta Justiça Especializada, aprovado exatamente no mesmo concurso público.
Este foi o termo inicial de um relacionamento que as inúmeras afinidades e coincidências, proporcionadas pela transcendência universal, transformaram em um amor fraternal, pontuado por encontros e despedidas, seja nos momentos de maior alegria, que deve ser sempre revivida, ou de tristeza, que, dividida, tem seu peso compartilhado para, se não cair no esquecimento, deixar marcas didáticas nos recônditos da lembrança.
E, por causa de tal circunstância, permitam-me pontuar, sempre que possível, ainda que como breves rodapés deste esforço de relato histórico, outros momentos em que as nossas trilhas se emparelhavam...
Neste início da sua carreira trabalhista, Luciano foi lotado na Junta de Conciliação e Julgamento de Santo Amaro, onde trabalhou na secretaria por pouco tempo, passando, logo em seguida, a exercer as funções de secretário de audiência e, posteriormente, assistente de juiz.
Pouco mais de um ano depois, tornou-se Juiz Federal do Trabalho, aprovado em segundo lugar no concurso de 1995, tomando posse e exercício em 10 de julho daquele ano. Mais uma vez, nossos caminhos se cruzaram, pois também aprovado no mesmo certame.
Enquanto Substituto, foi Juiz Auxiliar nas jurisdições de Simões Filho (1995-1997) e de Salvador (1997-2003). Passou a Juiz Titular, pelo critério de merecimento, em agosto de 2003, assumindo a jurisdição de Guanambi (2003 a 2006) para, em seguida, remover-se para Camaçari, onde, desde janeiro de 2006, é o Titular da 3ª Vara do Trabalho.
Na Pós-Graduação lato sensu, realizou o famoso Curso de Especialização em Direito Processual, coordenado pelo inesquecível Prof. José Joaquim Calmon de Passos, obtendo o título de Especialista com a monografia “A Responsabilidade dos Sócios Cotistas em Execuções de Títulos Judiciais Trabalhistas: reflexo da crise de identidade das pessoas jurídicas”, pela Universidade Salvador – UNIFACS.
Na Pós-Graduação stricto sensu, cursou o Mestrado em Direito Privado e Econômico pela Universidade Federal da Bahia, tendo nossos destinos novamente se unido, pois em 22 de novembro de 2002, às 14:00h, participei, no papel de avaliador externo, da sua banca examinadora, presidida pelo seu orientador Prof. Dr. Washington Luiz da Trindade e composta ainda, como avaliador interno, pelo Prof. Dr. Luiz de Pinho Pedreira da Silva, mestre de todos nós e que, hoje, também se torna confrade do novo imortal.
Já ostenta também o título de Mestre em Direito Social (Direito do Trabalho e da Seguridade Social) pela Universidad de Castilla-La Mancha, na Espanha (desde 2006), onde está concluindo o Doutorado na mesma área. Mais uma vez, nossas vidas se aproximam, pois sendo ele do primeiro grupo do curso realizado em convênio com a Anamatra, sou eu da mais recente turma, ainda no começo da creditação, iniciada em 2008.
Da mesma forma, em sentido inverso, tendo eu concluído o Doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, agora vai Luciano Martinez realizar o seu Doutorado em Direito do Trabalho e da Seguridade Social pela Universidade de São Paulo (USP).
Somos confrades ainda no IBDT – Instituto Baiano de Direito do Trabalho, onde ele é sócio efetivo desde 21/07/2000, quando defendeu a tese “A responsabilidade dos sócios cotistas em execuções de títulos judiciais trabalhistas”, em que foi relator o hoje desembargador Cláudio Mascarenhas Brandão, sendo presidente do instituto, à época, o inesquecível Prof. Antonio Carlos de Oliveira.
Foi ele meu iniciador no culto da língua espanhola e, em especial, da língua italiana, embora somente ele ostente o título de formação pelo Instituto Dante Alighieri.
No magistério superior, tem se destacado pelo sua seriedade científica, precisão metodológica e encantamento didático.
Assim, é Professor e orientador nos Programas de Graduação e de Pós-Graduação das Unidades de Direito da Universidade Salvador (UNIFACS), onde somos colegas, e da Faculdade de Direito Ruy Barbosa, onde se dedica às disciplinas Direito do Trabalho (individual e coletivo), Processo do Trabalho e Direito Previdenciário.
Foi, inclusive, Paraninfo da Turma dos Bacharéis em Direito da Universidade Salvador – UNIFACS, em 2007, tendo sido escolhido Nome da Turma dos Bacharéis em Direito da Universidade Salvador – UNIFACS, do ano de 2008.
Leciona também como professor convidado nos cursos da OAB (onde já ministramos cursos em parceria), do Ministério Público Estadual e nos Programas de Pós-Graduação da Escola Judicial do TRT da 5ª Região (BA), da 19ª Região (AL) e da 20ª Região (SE) , da UFBA, da UCSAL, das Faculdades Jorge Amado, da FTC, da UNIME e do JusPodivm, este último sob minha coordenação.
Foi também Professor e Diretor Secretário da EMATRA 5 – Escola da Magistratura do Trabalho da 5ª Região (2002-2004) e é, desde 2004, Coordenador de Cursos da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região e, desde 2007, Coordenador do Curso de Especialização em Direito Constitucional do Trabalho, no Convênio TRT-UFBA (Universidade Federal da Bahia).
Na atividade associativa, foi Diretor da AMATRA 5 nos biênios de 1999/2001 (membro do Conselho Fiscal), 2001/2003 (Diretor Social e Cultural) e 2003/2005 (Diretor Cultural).
O reconhecimento de seus pares pelo trabalho desenvolvido se mostrou evidente com o recebimento, em 2007, da Medalha do Mérito Judiciário, outorgada pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 5ª Região e que tive a honra e o prazer de lançar seu nome.
Na produção intelectual, lamentavelmente ainda não publicou, em forma de livro, a sua belíssima dissertação de Mestrado, o que vivo a cobrar, uma vez que foi a primeira dissertação que outorguei a nota máxima em minha vida acadêmica; Tal estudo, inclusive, foi a base para seu trabalho intitulado “Limites Constitucionais ao Exercício da Autonomia Coletiva Sindical”, que lhe valeu o Prêmio Orlando Gomes/Elson Gottschalk, concedido a cada quarto anos, pela Academia Brasileira de Letras Jurídicas.
Todavia, tem se destacado com outras publicações, em especial, na área do Direito Previdenciário.
Com efeito, é colunista semanal do Jornal A Tarde, tratando de assuntos relacionados a Direito Previdenciário, desde outubro de 2005, já tendo publicado mais de 200 (duzentos) textos, cuja compilação em formato de livro é clamada pela doutrina especializada.
Ademais, publicou diversos artigos científicos em concorridos periódicos especializados sobre Direito do Trabalho e Direito Previdenciário, destacando-se os textos “A Aposentadoria e a Volta ao Trabalho - Extensão e Limites dos Direitos Previdenciários do Trabalhador Aposentado”; “A Pessoa Jurídica e a sua Crise de Identidade”; “Colisão entre Direitos Fundamentais no Controle da Atuação Laboral: Intimidade e Vida Privada versus Propriedade e Segurança”; “A Escola da Exegese: Causas Históricas e Método dos seus Juristas”; “Contrato Individual de Emprego e Contrato Coletivo de Emprego: suas Inter-Relações”; “A Responsabilidade dos Sócios Cotistas em Execuções de Títulos Judiciais Trabalhistas: Reflexo da Crise de Identidade das Pessoas Jurídicas”, “Empreiteiro - Subempreiteiro e Empregado: Responsabilidade Subsidiária ou Solidária?” e “Repensando a Exegese do Art. 455 da CLT”, estes dois últimos também em parceria com este interlocutor.
Destaque-se, ainda, que cada uma das edições do seu “Guia Prático de Direito Previdenciário”, escrito em parceria com o Prof. Ivan Kertzman, vendeu dez mil exemplares, estando a quarta edição no prelo.
Além disso, publicou, com grande sucesso, o seu “Guia Prático de Direito do Trabalho”, estando no prelo (ou em projeto) duas outras obras, a saber: seu Curso de Direito do Trabalho: cujo Tomo 1 versará sobre as relações individuais de trabalho, e um Curso de Sentença Trabalhista, em co-autoria com este orador.
A enumeração de tantos títulos e vitórias demonstra o acerto dos acadêmicos em sufragar o nome de Luciano Martinez para a imortalidade formal.
Contudo, a posição privilegiada de testemunha de suas vitórias, aliada à circunstância de nos enlaçarmos em uma amizade que se pretende perene, permite-me encerrar estas palavras não mais exaltando a figura do jurista de escol, mas, sim, do notável ser humano que adentra aos portais da confraria trabalhista nacional.
A Academia Nacional de Direito do Trabalho, ao receber em seu seio o magistrado e professor Luciano Dorea Martinez Carreiro, ganha muito mais do que apenas um pensador respeitado.
Ganha, sim, um cidadão respeitoso, de uma educação e gentileza ímpares, em que a preocupação em fazer o melhor é uma constante característica da personalidade; em que o perfeccionismo consegue ser aliado da humildade e da operosidade; em que a paz de espírito parece ter descoberto o melhor ninho que a humanidade pode oferecer.
Jamais vi Luciano Martinez exaltado! Jamais presenciei uma descortesia de sua parte com quem quer que seja.
Trata-se de um indivíduo profundamente doce, com uma encantadora forma de agir que somente vejo parâmetro no já aqui mencionado (e jamais esquecido) Prof. Antonio Carlos de Oliveira: uma “barema de personalidade”, um instrumento de medição de caráter, pois se há alguém nesta vida que lhe possa não ter admiração, boa figura certamente não é.
Talvez o seu pouco divulgado talento musical (ele sabe tocar todas as músicas de Caetano Veloso ao violão...) possa ser mais um sinal desta sensibilidade e empatia que transbordam da sua conduta.
E na fusão da vida com a arte é que lembro de um personagem do livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marques, que é um dos favoritos do empossando.
Trata-se de José Arcádio Buendía, que, além de outras atividades, exercia a ourivesaria.
Em determinado momento, ele decidiu não mais vender os peixinhos de ouro que fabricava e guardara num pote de lata. Desde então, “continuava fabricando dois peixinhos por dia e, quando completava vinte e cinco, voltava a fundi-los no crisol para começar a fazê-los de novo”.
Esta imagem, que tanto lhe agrada, é perfeita para se aplicar à vida de quem renova as mesmas atividades de ciclos em ciclos. E é isso que ocorre, por exemplo, com os professores que, depois de formarem uma turma, iniciam no período seguinte tudo novamente...
Este renovar das esperanças ocorre, agora, também com sua ascensão à Academia Nacional de Direito do Trabalho, que, no seu ritual de renovação, lembra as gerações que construíram as pistas onde, em uma corrida de revezamento, o presente e o futuro se encontram, para lutar novamente por um mundo mais digno.
E na certeza de que este novo passo da sua vida é apenas uma nova etapa de uma obra que ainda crescerá muito é que encerro este pronunciamento, com o estímulo, que sempre lhe dirigi, da poesia de Almir Sater e Renato Teixeira:

“Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz...”

Seja bem-vindo, confrade Luciano Dorea Martinez Carreiro!
Este seu irmão não te deseja somente cada vez mais sucesso, mas, principalmente, que você seja cada dia mais feliz...