O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Douçura


Douçura

Rodolfo Pamplona Filho
Doçura é o gosto,
o sentimento
e a vontade.

Doçura é a vida,
a presença
e a saudade

Doçura é o amor,
a certeza
e o frescor.

Douçura, porém,
 é a palavra que está além
e significa o investimento
em um sentimento.

Douçura...

Salvador, 12 de maio de 2012.

domingo, 29 de setembro de 2013

Choro de Saudade


Choro de Saudade

Rodolfo Pamplona Filho
A lágrima corre
não por uma dor física,
mas por uma ferida que reabre
toda vez que você se vai...

O choro cai pesado,
como um fardo carregado,
em que não posso suportar
a tristeza que não quer passar...

Choro, sim,
mas choro de saudade,
pela certeza de que sua presença
é minha maior necessidade...

Salvador, 12 de maio de 2012.

sábado, 28 de setembro de 2013

Para minha mãe

Para minha mãe

Rodolfo Pamplona Filho
Hoje, fui ver minha mãe...
Há alguns dias, não a via...
Impedimentos não me faltavam
para justificar minha ausência:
viagens, trabalho, estudo,
projetos e compromissos mil...
Mas não podia deixar de ir
no dia que elegeram para
homenagear especificamente
aquelas que nos trazem à luz
(como se todos os dias em que
respiramos já não fossem
uma celebração da maternidade...).
Lá chegando, ela estava deitada,
como há tanto tempo está,
como se permanecer parada
fizesse recuperar o tempo
e a saúde que já se foram...
Encontro-a, beijo-a e a abraço,
como se eu não fizesse isso
sempre que a vejo...
Ela sorri... E me olha...
Mas não pode mais falar
com sua própria voz...
Mas seu olhar me diz tudo
que eu preciso saber,
sem necessidade
do menor balbuciar...
E no encontro dos olhares,
todos os sentimentos
são manifestados
como um turbilhão
que explode no silêncio...
Não resisto...
Sinto vontade de chorar...
Dou uma desculpa
de que vou cuidar da casa
e sigo para a cozinha,
ver o que estava faltando,
e para a sala,
ver e disparar mensagens
para ver se todos estão bem
e tudo está em ordem...
De repente, ela surge,
em pé, apoiada nas cuidadoras,
e vem em minha direção...
Abraçamo-nos,
finalmente na vertical,
e, de repente,
aquele abraço
vira uma dança...
uma valsa tocada
em uma harmonia sem notas,
uma melodia sem som
e um ritmo ditado
pelo bater dos nossos corações...
Giramos juntos,
lentamente,
como não houvesse dor,
tristeza ou doença,
como se o relógio parasse
e o mundo esperasse
o que fossemos fazer...
As cuidadoras parecem estranhar
aquela coreografia muda
e tentam discretamente
colocar uma musica
para acompanhar...
Pouco importa...
O que interessa é o momento,
o hoje e o sentimento...
E nossa dança termina
com ela sentando em meu colo
e, como fazia quando eu era criança,
cocando meu cabelo
e fazendo cafuné...
Não há roteiro,
não há script,
não há mais o que fazer...
senão amar incondicionavelmente...
Verdade...
Enquanto há vida,
há esperança, alegria
e sorrisos inexplicáveis...
Depois, a gente vê depois...
pois o depois é só saudade...


Salvador, 12 de maio de 2013, no dia das mães...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Viva sua Vida


Viva sua Vida

Rodolfo Pamplona Filho
Viva sua Vida
Viva sua Vida como achar melhor
Viva sua Vida como achar que deve
Viva sua Vida,
mesmo cansada e dolorida...
Viva sua Vida,
mesmo cansada e dolorida
de sentir tristeza...

Salvador, 12 de maio de 2012.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Alegria


Alegria

Rodolfo Pamplona Filho
Alegria
é ver a luz do dia
iluminar os seus cabelos
enquanto passo os meus dedos...

Alegria
é olhar a cama vazia,
mas chorar de felicidade
apenas por saudade...

Alegria
é desprezar a alma fria,
pois um mundo de agonia
não me incomodaria...

Alegria
é ter sua companhia,
pois sua presença ilumina
qualquer momento de minha vida.

Salvador, 12 de maio de 2012.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gestão de Pessoas


Gestão de Pessoas

Rodolfo Pamplona Filho
Nós não estamos
onde está o nosso corpo,
mas, sim, onde está a nossa alma...
Não controlamos almas,
mas, sim, lideramos almas...
Liderar é juntar o corpo e a alma!

Crise não é problema!
Crise é oportunidade
de rever conceitos
e de buscar novas formas
de fazer aquilo
que realmente se quer fazer.

Gestão de pessoas
não é dar ordens
ou cobrar resultados...
É inspirar comportamentos,
não pela palavra que ensina,
mas pelo exemplo que arrasta...

Salvador, 12 de maio de 2012.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TPM


TPM

Rodolfo Pamplona Filho
Tensão Pré-Menstrual
Tô Puta Mesmo!
Tendência Predestinada à Matar...
Tira as Patas, Maldito!
Temporada Proibida para Machos
Todos os Problemas Misturados
Tesa e Preparada para Morder...
Tendências a Pontapés e Murros
Tentativa no Próximo Mês
Toda Paixão Machuca
Tocou, Perguntou, Morreu
Totalmente Pirada ou Maluca
Tenho de Parar e Meditar
Tentação de Pensamentos Mortais
Tempo de Pensar em Mudar...
TPM: Tente Perdoar Mais...

João Pessoa, 04 de maio de 2012.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Consciência


Consciência

Rodolfo Pamplona Filho
O casamento por amor
do sentimento
com o pensamento
gera um lindo rebento
chamado consciência...

João Pessoa, 02 de maio de 2012.

domingo, 22 de setembro de 2013

Eu não quero me despedir!


Eu não quero me despedir!

Rodolfo Pamplona Filho
Eu não quero me despedir!
Isso, eu tenho certeza!
Todo o resto é mera possibilidade,
pois a sua ausência
é a prova inequívoca
de que o hoje ficou triste...

Eu não quero me despedir!
Sem você,
meu mundo perde a poesia,
minha vida é menos canção
e a felicidade vai embora
quando você sai...

Eu não quero me despedir!
O sono, a fome e o cansaço
jamais irão impedir
que eu viva para te sentir,
pois tudo que eu quero
é ter você aqui.

João Pessoa, 02 de maio de 2012.

sábado, 21 de setembro de 2013

Caos Colorido

Caos Colorido

Rodolfo Pamplona Filho
Eu não quero mais
vestir somente um traje a rigor
Eu não suporto mais
o preto e branco da formalidade.
Já superei há muito a ilusão
de querer encarar tudo com pudor
Já descobri que sensibilidade
não exige mudança de idade...
Não nego a importância
de ter ordem em meu dia-a-dia,
mas viver também o caos
é fundamental para não ser vazia...
E eu quero um caos colorido,
que abale, de forma sorridente,
muito ou tudo que eu achava
que era sólido ou indiferente,
e que mostre que a emoção
é tão importante quanto a razão
e que rir na confusão
também é uma forma de convicção.

João Pessoa, 01 de maio de 2012.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ignorantes e Sábios


Ignorantes e Sábios

Rodolfo Pamplona Filho
O ignorante não duvida,
pois ignora que desconhece,
uma vez que seu universo inteiro
cabe nos limites de seu olhar.

Já o Sábio sempre duvida,
pois conhece o que discute,
uma vez que aprendeu a aprender
que não há limite para o pensar.

E os dois convivem diariamente,
muitas vezes em um paradoxo
do ignorante achar o sábio limitado
e este considerar o outro fascinante.

Porém, nesta estranha situação,
não se achará qualquer contradição,
pois cada um mede o outro
pelas réguas que a vida lhe deu...

Independente de toda a glória,
com quem se identifica você?
O ignorante governa a memória
e o sábio tende a obedecer,

já que a tal da meritocracia
é um mero discurso de retórica,
tal qual a sonhada democracia
e toda conquista histórica

que elege tanto grandes mentes,
quanto profundos imbecis,
só nos restando torcer pacientes
por escolhas menos vis...

São Paulo, 08 de abril de 2012.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Cyberstalking

Cyberstalking

Rodolfo Pamplona Filho
Acuado, sem conseguir respirar
Perseguido, sem ter o que fazer.
O monitor, não pretendo mais olhar,
e contato, não quero nem saber.

O Medo me assalta em todo lugar
Parece que vou ser encontrado
por quem eu não quero encarar
ao vivo ou mesmo no teclado.

Só quem sabe como é a dor
de encarar seu perseguidor
entende o completo desespero

de ter raiva do computador
ou de sentir, da vida, pavor,
por nunca mais se sentir inteiro.


São Paulo, 07 de junho de 2013.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Viajando em Você


Viajando em Você

Rodolfo Pamplona Filho
Eu quero o prazer
de ter a distração infinita
de, em você,
fazer uma viagem bonita...
Estarmos juntos
é a mais completa
traducao do prazer:
o encontro espiritual
que se materializa
no encaixe da carne...
O amor faz a gente viajar
e encontrar a alegria
no destinatário do desejo...
E você é
a melhor viagem
que eu ja fiz:
a perfeita paisagem,
o itinerário preferido,
a imagem mais linda
que eu já vi passar...
E, por mim,
quanto mais eu viajar,
mais eu vou, sim,
finalmente me encontrar...

Ilhéus, 31 de março de 2012.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Hoje


Hoje

Rodolfo Pamplona Filho
Como fazer do hoje
um dia especial?
Como evitar que, amanhã,
ele seja mais do que um traço
riscado no calendário?
É claro que, só pelo fato
de, hoje, estar vivo,
o hoje tem em si
um toque diferenciado...
Mas não se distingue
de qualquer outro dia
em que o sopro da vida
por mim passou...
É preciso que o hoje
seja mais do que o ontem
e menos do que o amanhã...
É preciso viver o hoje,
sem remoer o ontem,
como se não houvesse amanhã...

Salvador, 13 de abril de 2012.

domingo, 15 de setembro de 2013

O Sistema


O Sistema

Rodolfo Pamplona Filho
O sistema é a desculpa perfeita
para todo e qualquer problema.
O sistema é rígido,
para justificar a intransigência;
O sistema é flexível,
para justificar a leniência;
O sistema é bruto,
quando se usa a violência;
O sistema é podre,
quando se explica a concupiscência.
Exige-se uma comissão
em um sistema de corrupção.
Demanda-se atenção
com um sistema em formação.
A queda do sistema
fundamenta toda resposta
e substitui a verdadeira causa
que impulsiona cada movimento.
Se, em um passado não distante,
o desejo era derrubar o sistema,
hoje, ele cai sozinho, sem esforço,
sendo o mais perfeito calaboca
para quem já acredita
que existe realmente um sistema
que tudo coordena
e que interliga cada movimento,
como se não existisse
o único e onipresente...
caos...

São Paulo, 09 de abril de 2012.

sábado, 14 de setembro de 2013

Soneto da Vida sem Graça


Soneto da Vida sem Graça

Rodolfo Pamplona Filho
Gente desanimada,
sem pulsão de vida,
sem vontade de nada,
sem talento para a lida...

Falta sal, pimenta e tempeiro...
Falta muito para ser inteiro,
pois sorrir é um hercúleo esforço
e viver é somente um esboço...

Não é quente, nem frio...
É morno, sem cor e sem brio
Qualquer coisa é uma desgraça

para quem não consegue vibrar
e, para quem, só resta lamentar
por viver uma vida sem graça.

São Paulo, 08 de abril de 2012.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Soneto da Musa Passante


Soneto da Musa Passante

Rodolfo Pamplona Filho

Você é, para mim, "a mulher que passa"...
Surge em minha vida como um perfume que inebria...
Desperta meu encanto como uma palavra lapidada
Encanta o meu desejo como um sonho que se realiza...

Deixe eu amar como se fosse a primeira vez,
mesmo que isso soe como um clichê,
pois quero deixá-la plena, da alma à tez,
descobrindo o prazer em você...

A musa é muito mais que inspiração...
É, da alma, a mais pura renovação,
que impulsiona o poeta a novos desafios

A musa é conforto e calor,
paixão incandescente e amor,
que preenche o que estava vazio.

Salvador, 09 de agosto de 2011.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Medo e Esperança


Medo e Esperança

Rodolfo Pamplona Filho
Apenas tolos e defuntos
não têm medo.
Apenas castrados conformados
não têm esperança.
Medo e Esperança
são os motores
que propulsionam
a alma humana:
compelem-nos
à efetiva ação!
O que nos mantém vivos
não é a alegria ou o amor,
mas, sim, o medo e a esperança.
O que impulsiona
para a luta e
alimenta o instinto
de sobrevivência
é o medo e a esperança
Sem medo,
de que adianta
ter coragem?
Sem esperança,
de que adianta
fazer planos?
O verdadeiro
teste de caráter
não é ignorar o medo,
mas agir diante dele.
Compreender
o que está em jogo
e reagir...
O único direito
verdadeiramente
inalienável
não é vida
ou a dignidade,
mas, sim,
a esperança.

Ilhéus, 31 de março de 2012.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Desconstruindo uma Imagem


Desconstruindo uma Imagem

Rodolfo Pamplona Filho
Imagens chocam...
É preciso ressignificá-las...
Lidar com a desconstrução
de uma imagem,
como a que, de sopetão,
me machuca agora,
exige força, emoção,
entendimento da história
e muitas coisas de efeito...
Aceitar o diferente
é reconstruir o conceito
de normalidade presente
e ter tolerância na dor:
lições que elevam
e, ao mesmo tempo, levam
a alma em direção
à espiritual evolução.
A maneira como se passa
e o que se aprende
com essa experiência
serão fundamentais
para definir se,
em algum momento,
tal lição precisará
ser revisitada
ou, eventual
e infelizmente,
revivida...

Ilhéus, 31 de março de 2012.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sobre a Vida...


Sobre a Vida...

Rodolfo Pamplona Filho
O que é a sua vida?
Apenas um intervalo
entre o nascimento
e a morte,
com uma parte confusa
e dolorosa no meio...
Todo o resto
é irrelevante...
E, independentemente
de seu estado presente
ou do que ache importante,
a vida seguirá adiante...

Ilhéus, 31 de março de 2012.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Um dia após o outro


Um dia após o outro

Rodolfo Pamplona Filho
Quando bate o desespero
e nada parece dar certo,
lembre que sempre teremos
um dia após o outro...

Quando a tristeza toma conta
e a depressão está perto,
lembre que sempre teremos
um dia após o outro...

Quando nada parece ter jeito
e que não existe solução,
lembre que sempre teremos
um dia após o outro...

Só um dia após o outro...
Acolher, ruminar e refletir
Só um dia após o outro...
Aguardar, levantar e reagir...

Por tudo que se fez, faz
ou, um dia, ainda se fará...
Teremos sempre
 um dia após o outro...

Salvador, 03 de abril de 2012.

domingo, 8 de setembro de 2013

Surpresa Agradável


Surpresa Agradável

Rodolfo Pamplona Filho
Olha só como é legal
quando a vida reserva,
de maneira sensacional,
algo novo à mesa,
mesmo quando não sabemos
o tema de inspiração
ou sequer escolhemos
a poltrona do avião,
uma nova opção
ou a estrofe da canção...

Mas, mesmo com tudo isso,
não mais que, de repente,
como mágica ou feitiço,
algo fica diferente,
pois o mundo, quando gira,
cria nova oportunidade
de encontrar o que inspira
a poesia de verdade,
simplesmente encontrável
no prazer de uma surpresa agradável

Salvador, 26 de março de 2012.

sábado, 7 de setembro de 2013

Coisas Novas


Coisas Novas

Rodolfo Pamplona Filho


Novos projetos,
Novos planos,
Novas metas,
Novos focos

Tudo que preciso
para parar de pensar
em tudo que não posso fazer
no momento ou na vida!

Tudo que preciso
para não me desesperar
é renovar e me surpreender
com o fim do lamento e da rotina.

Coisas Novas
são mais do que coisas:
são oportunidades
de chorar pelo que passou,
vibrar com o que se passa a viver
e sonhar com o que pode acontecer...


Salvador, 13 de abril de 2011.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Soneto do Despertador


Soneto do Despertador
Rodolfo Pamplona Filho
Cuco, cuco, cuco
Hora de acordar
E o despertador maluco
não para de chamar

pois o momento de levantar,
sem dúvida, já chegou,
para desafios enfrentar
no novo dia que já raiou.

Mas o sono persiste,
como a deixar triste
aquele que só quer ajudar

a quem merece todo o carinho
e a quem nunca deixará sozinho
para, do seu lado, sempre despertar.

Salvador, 19 de março de 2012.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Canções (Soneto)


As Canções (Soneto)

Rodolfo Pamplona Filho
Há canções que fazem sonhar
em viver o que não mais há...
Sons que trazem recordações
Notas que renascem emoções

A primeira ida ao cinema...
O beijo roubado no portão...
A letra de música que vira poema...
A ferida aberta na separação...

A saudade do antigo namorado...
não ficam esquecidos no passado
e surgem sempre ao ouvir

a melodia que traz a lembrança
e que renova a esperança
de a sensação repetir...

Salvador, no aeroporto para Santa Catarina, 14 de março de 2012.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sobre Traumas


Sobre Traumas

Rodolfo Pamplona Filho
Com sinceridade e amor,
digo, sem pudor:
nao se apaga o que se viveu.
Se o trauma ocorreu,
é preciso enfrentá-lo,
sem menosprezá-lo,
com coragem e candura,
assumindo nova postura,
sem temer a luta
ou a força bruta,
para aproveitar o presente,
sem medo ou receio,
e enfrentar o amanhã iminente,
independente do meio
ou do instrumento
que se use, de verdade,
para cessar todo lamento
e vencer a vulnerabilidade.
Para superar um trauma,
é preciso renovar a alma,
sabendo que a tristeza
é normal em qualquer mesa,
mas que o mais importante
é saber caminhar adiante,
pois uma alegria está defronte
a você, em um novo horizonte,
que somente vai achar
quem resolver a vida encarar...

Praia do Forte-Iberostar, 11 de março de 2012.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Renascendo das Cinzas (soneto)


Renascendo das Cinzas (soneto)

Rodolfo Pamplona Filho
Como é bom experimentar
a paz e o imenso prazer
de, depois de muito chorar,
no meio das cinzas, renascer...

Se é certo que, após a tempestade,
o sol resplandece mais claro
e que, chegada a maturidade,
o tempo se torna mais caro,

não há melhor sensação
do que se descobrir vivo,
forte, disposto e ativo,

para cantar nova canção
e, tal qual Fênix pulsante,
gozar, da vida, cada instante.

Praia do Forte-Iberostar, 10 de março de 2012.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Arte da Sedução


Arte da Sedução

Rodolfo Pamplona Filho

A sedução do homem
é muito simples,
quase simplória...
Basta ver e imaginar,
que o faminto peixe engole
a isca preparada para ele.

Já a sedução da mulher
exige elaboração,
quase uma estratégia
de ocupação:
seduz-se a mulher
pelo ouvido,
com palavras que despertem
seu desejo e encantamento;
pelas narinas,
com perfumes que provoquem
sua libido e conforto;
e pela pele,
com um contato suave,
que demostre delicadeza,
mas másculo,
para transmitir firmeza.

Ao contrário do
que se difama,
não é indispensável
ter grana
(embora isso ajude
com aquelas que se vendem...).
A mulher não é um objeto,
mas, sim, um destino,
uma força da natureza
a ensejar, por sua beleza,
o desenvolver de uma arte
de se tornar agradável
e profundamente desejável.

Por isso, embora muitos tentem,
poucos realmente aprendem
a descobrir o verdadeiro prazer
de conseguir surpreender
no jogo da conquista,
não tendo a menor pista
de qual é a maravilhosa sensação
da complexa arte da sedução.

Salvador, 23 de julho de 2011.

domingo, 1 de setembro de 2013

Soneto da Volta do Vencedor


Soneto da Volta do Vencedor

Rodolfo Pamplona Filho
Como é bom soltar o grito
há muito preso na garganta
e que honestamente admito
não agüentava a retranca

de ficar apenas a contemplar
o honroso pódio de campeão,
aquele que era meu lugar
por destino e vibração.

A fila acabou finalmente...
É hora de comemorar
o título de toda uma gente

que fez por merecer
no campo, por lutar e vibrar
por quem hei sempre de torcer.

Salvador, 13 de maio de 2012.